Dicas culturais O que fazer no Rio

CCBB Rio, Mondrian e o Movimento de Stijl

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Um lugar maravilhoso, de arquitetura exuberante, bem no coração do centro do Rio, que eu estava para conhecer há muito tempo e que finalmente visitei para contar aqui pra vocês: o CCBB Rio. Está rolando a exposição Mondrian e o Movimento de Stijl desde 12 de outubro e eu queria muito aproveitar essa oportunidade para conhecer o local e apreciar uma boa arte.

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O CCBB fica na rua Primeiro de Março, uma rua de grandes construções e muito rica em história. Por ali você encontra vários museus e igrejas lindas, além de ser passagem para diversas atrações culturais do Rio, inclusive o Porto Maravilha. Pra quem gosta de arquitetura e passeios culturais, não pode deixar de fazer um tour pela região, sempre falo isso! Ah… as exposições são sempre gratuitas, então quando é algo muito esperado (como o Castelo Rá Tim Bum – que perdi), as filas são enormes e é preciso chegar cedo! Mas desta vez estava tranquilo, ao menos durante a semana, quando estive lá.

Chegando no local, já damos de cara com essa clarabóia maravilhosa. Todas as exposições tem uma instalação grande e bem bonita nesse espaço, é o ponto central.

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Você pode explorar os 2 andares com calma, há outras exposições também. Tem uma cafeteria pequena no andar de baixo, um espaço para reunir crianças e contar mais sobre as histórias do local e sobre a exposição do período, tem uma livraria com diversos souvenirs relacionados a exposição atual e um restaurante bem gostosinho, o Verso, com ótimas opções de entradas, saladas, sanduíches, grelhados (carnes e peixes), pratos executivos, sobremesas e uma boa variedade de bebidas. Um almoço executivo, como o meu abaixo, sai em média R$ 35,00 com direito a entradinha.

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O almocinho executivo.

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Um pouco da história do CCBB

O CCBB Rio de Janeiro ocupa o histórico nº 66 da Rua Primeiro de Março, no centro da cidade, um prédio de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças e aos negócios. Sua pedra fundamental foi lançada em 1880, materializando projeto de Francisco Joaquim Bethencourt da Silva (1831-1912), arquiteto da Casa Imperial, fundador da Sociedade Propagadora das Belas-Artes e do Liceu de Artes e Ofícios.

Inaugurado como sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro, em 1906, sua rotunda abrigava o pregão da Bolsa de Fundos Públicos. Na década de 1920 passou a pertencer ao Banco do Brasil, que o reformou para abertura de sua sede. Esta função tornou o edifício emblemático do mundo financeiro nacional e duraria até 1960, quando cedeu lugar à Agência Centro do Rio de Janeiro e depois à Agência Primeiro de Março.

No final da década de 1980, resgatando o valor simbólico e arquitetônico do prédio, o Banco do Brasil decidiu pela sua preservação ao transformá-lo em um centro cultural. O projeto de adaptação preservou o requinte das colunas, dos ornamentos, do mármore que sobe do foyer pelas escadarias e retrabalhou a cúpula sobre a rotunda.

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB Rio de Janeiro transformou-se rapidamente em um dos centros culturais mais importantes do País. É a instituição cultural mais visitada do Brasil e a 20º no mundo, de acordo com o ranking publicado em abril de 2015 pelo The Art Newspaper (Inglaterra).
O prédio possui uma área construída de 19.243m². O CCBB ocupa 15.046m² desse total.

Há diversos espaços para diferentes atrações culturais, como música, teatro, cinema e exposições. Além disso, possui uma biblioteca e uma videoteca, abriga o Arquivo Histórico e ainda o Museu Banco do Brasil.

 

Mondrian e o Movimento de Stijl

Escolhi essa exposição para visitar não só por me identificar bastante com o estilo do artista, mas também – e principalmente – porque sua principal obra me remete aos anos dourados da minha faculdade (me formei em Publicidade, pra quem ainda não sabe), onde estudei com afinco artes visuais e todas as suas ramificações.

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As obras de Piet Mondrian (1872-1944) não se resumem apenas a retângulos de cores primárias delimitados por grossas linhas pretas, como por exemplo sua obra mais famosa – Composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul – de 1921. A trajetória do artista começa em 1892, ao ingressar na Academia Real de Artes Visuais de Amsterdã.

Durante este período, Mondrian produziu paisagens carregadas de cores escuras, que caracterizavam a pintura holandesa do século XIX. Aos poucos, ele foi se aproximando dos movimentos artísticos que aconteciam na Europa, seus tons foram clareando e suas composições ficando mais ousadas à medida em que se aproximava dos pós-impressionistas franceses, como das cores e pinceladas vigorosas de Van Gogh ou do pontilhismo de Seurat. Em sequência, após uma influência temporária do cubismo, procurou formas de abstrair a realidade e buscar a essência da imagem.

Pieter Tjabbes, curador da exposição, ressalta que “Organizamos tudo para que o visitante possa acompanhar esse percurso e entender que aqueles retângulos coloridos que povoam até hoje o imaginário do moderno, e são tão facilmente reconhecíveis, não nasceram de uma hora para outra, nem por acaso”.

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A exposição retrata também a agitação provocada pela revista De Stijl (O Estilo), meio escolhido por designers, arquitetos e artistas, como o próprio Mondrian, para defenderem o neoplasticismo e a utopia da harmonia universal de todas as artes.

Um dos maiores exemplos de representação de design é a cadeira Vermelha Azul, criada por Gerrit Rietveld entre 1917 e 1923. Rietveld desenhou e construiu uma casa para Truus Schroder-Schrader em 1924. Neste projeto, o artista aplicou a paleta de cores primárias privilegiando espaços abertos, luminosidade, ventilação e funcionalidade, rompendo com convenções arquitetônicas da época, levando, assim, o De Stijl para a arquitetura. A revista De Stijl circulou por 12 anos e seus princípios inspiraram artes plásticas, arquitetura, fotografia, design, literatura, tipografia e até mesmo moda.

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A maior parte do acervo é procedente do Museu Municipal de Haia (Gemeentemuseum, Den Haag), da Holanda, e Mondrian e o movimento De Stijl traz obras originais, maquetes, mobiliários, fotografia, documentários, fac-símiles e publicações de época que permitem compreender esta forma revolucionária de ver o mundo e as artes, que continua moderna desde 1917.

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Esse é um programinha para fazer num dia de chuva ou nublado, se não quiserem perder a praia e as belezas naturais do Rio, com sol ;)

 

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
CEP: 20010-000 / Rio de Janeiro (RJ)
(21) 3808-2020
ccbbrio@bb.com.br
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

 

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