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Largo do Boticário: Um cantinho escondido no Rio

Estava eu ali, nas minhas andanças pelo Rio, passando na rua em frente ao trenzinho que leva para o Corcovado (Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho) quando meu marido fala: “olha aí do lado, em algum desses becos, tem um conjunto de casas antigas, é bonito, deve ter alguma coisa lá”… pra quê né? Na hora falei para entrar, que com certeza deveria ser algum lugar histórico do Rio, algum ponto turístico, qualquer coisa! Meu faro pra essas coisas não falha nunca 🙂

Quando me deparei com o “beco” fiquei maravilhada! Vi pessoas tirando foto logo de cara, com certeza era um cantinho famoso da Cidade Maravilhosa meio esquecido por aí. Mais um lugar que eu não conhecia no Rio, mas logo quando vi a placa da travessa, lembrei de ter lido em algum lugar a respeito. Só não sabia onde era.

LARGO DO BOTICÁRIO. Quanta história nesse lugar! Quantas vidas devem ter passado por ali? Um lugar de arquitetura incrível, bem pitoresco, cheio de mata e árvores em volta, uma fonte bem no centro do largo, casas coloridas… mas abandonado, infelizmente. Ainda sim é um belíssimo lugar para um shooting daqueles de tirar o fôlego! Tirei algumas fotos, uma pena que não estava tão equipada, mas dá para mostrar um pouco do que é esse lugar para vocês.

Dizem que é um dos lugares que está na lista da prefeitura para revitalização, tomara! A gente agradece 😉

Largo do Boticario 1

Largo do Boticario 2

Largo do Boticario 3

Largo do Boticario 4

Largo do Boticario 5

Largo do Boticario 6

Largo do Boticario 9

Um pouquinho da história e curiosidades (via Wikipédia):

O acesso se dá por um estreito beco – o Beco do Boticário – que passa sobre uma pequena ponte sobre o rio Carioca. O espaço caracteriza-se por sua exuberante vegetação de Mata Atlântica e pelos casarões em estilo neocolonial. O nome do beco e largo é derivado de Joaquim Luís da Silva Souto, boticário que tinha seu estabelecimento na antiga rua Direita, atualmente rua Primeiro de Março, no centro do Rio.

O boticário, muito bem sucedido e que tinha entre seus clientes a família real, comprou terrenos na zona do Cosme Velho e mudou-se por volta de 1831 ao largo. Em 1846 ali viveu o marechal Joaquim Alberto de Souza Silveira, frequentador da corte e padrinho de nascimento de Machado de Assis.

A definitiva feição do largo começou a ser dada nos anos 1920, quando Edmundo Bittencourt, fundador do jornal Correio da Manhã comprou o terreno e começou a construir casas em estilo neocolonial. A vaga neocolonial foi continuada nas décadas de 30 e 40 pelo diplomata e colecionador de arte Rodolfo da Siqueira, que era arquiteto amador e viveu no largo entre 1928 e 1941, e por Sylvia de Arruda
Botelho Bittencourt e seu marido Paulo, herdeiros do Correio da Manhã. Algumas destas casas foram reformadas com a participação dos arquitetos modernistas Lucio Costa e Gregori Warchavchik, utilizando materiais autênticos da época colonial provenientes de demolições realizadas na cidade.

Na sua época áurea, passaram pelos casarões do Largo do Boticário inúmeras personalidades brasileiras e estrangeiras, atraídas pelas festas e reuniões realizadas pelos moradores ilustres. Atualmente, porém, a situação do espaço é de decadência. Entre 2006 e 2008, uma das casas chegou a estar invadida por um grupo de sem-teto.

O Largo do Boticário é um dos poucos lugares onde se pode ver o rio Carioca correr a céu aberto. Próximo ao largo podem ser encontrados ainda outros marcos históricos do Cosme Velho: o Solar dos Abacaxis e a Estação de Ferro do Corcovado.

Na década de 1970, o largo foi um dos cenários do filme 007 Contra o Foguete da Morte.

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