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ONG do Rio oferece teleatendimento em saúde para favelas da zona sul

Ansiedade, depressão e pânico, infelizmente, já lideram a lista de sintomas que acometem boa parte da sociedade moderna. Nas favelas, esse cenário é ainda pior, considerando a estrutura precária de moradia, pobreza e falta de acesso a serviços básicos e essenciais em saúde. Com a chegada do Covid-19, essa realidade está ainda mais escancarada. É para promover saúde preventiva que a ONG Rede Postinho de Saúde existe há 10 anos e, agora, adaptou seu modelo de atendimento para o online e realiza mais de 450 consultas por mês para mulheres moradoras do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, na zona sul do Rio, contemplando 9 especialidades da saúde.

Com equipe de 43 profissionais de saúde voluntários somente à frente do teleatendimento, a organização não governamental oferece consultas multidisciplinares, com foco na saúde preventiva e integral das mulheres, considerando os aspectos físicos, mentais, psicológicos e sociais. Os atendimentos compreendem as especialidades de clínica geral, dermatologia, psicologia, psiquiatria, nutrição, terapia floral, reiki, constelação familiar e mediação de conflitos familiares, além do projeto Parto Amorizado. Entre as principais queixas das pacientes estão a ansiedade, estresse, depressão, medo, pânico, distúrbios alimentares, problemas ligados ao sono, violência doméstica, conflitos interpessoais e intrafamiliares, agravamento de quadros de saúde biopsicossocial, além, é claro, do contexto socioeconômico em que estão inseridas.

A Rede Postinho disponibiliza, hoje, o atendimento online para as 2.200 mulheres que já foram ou são pacientes da ONG, sendo que na segunda etapa do projeto, a ideia é ampliar para toda a comunidade do PPG, que conta com cerca de 40 mil pessoas. Posteriormente, a meta é replicar para outras favelas do Rio e, futuramente, até para outras cidades do Brasil, segundo a presidente da instituição, Julia Rangel. “Através da mobilização da sociedade civil e parceiros privados, o objetivo é impactar todo o País, levando um olhar integral e humanizado da saúde àqueles que mais precisam”, afirma. Presencialmente, a ONG já realizou mais de 19 mil consultas. “Com a quarentena, por conta da pandemia, tivemos que fechar as portas, justamente, no momento em que as mulheres da comunidade mais precisam de apoio em saúde, especialmente, o suporte psicológico”, explica a presidente.

Escuta ativa, acolhimento e direcionamento das pacientes

O processo de agendamento das consultas tem início com uma escuta ativa, com afeto e acolhimento da paciente, para entendimento de suas necessidades específicas e posterior encaminhamento para a especialidade adequada.

Sobre a Rede Postinho

A Rede Postinho é uma organização sem fins lucrativos que cuida, há 10 anos, da saúde preventiva e integral de mulheres em situação de vulnerabilidade, nas comunidades do PPG (Pavão, Pavãozinho e Cantagalo), no Rio de Janeiro. Os atendimentos são gratuitos – individuais ou em grupo – e compreendem aspectos físicos, psicológicos e sociais, em seis áreas da saúde: medicina, psicologia, nutrição, fisioterapia, mediação familiar e PICs (Práticas Integrativas Complementares). A equipe é voluntária e conta com 62 profissionais de saúde.

Site: www.redepostinhodesaude.org.br | Instagram: @redepostinhodesaúde

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